Still do livro ‘Pensamento insubordinado’

Um dos nomes centrais da arte contemporânea brasileira, o goiano Siron Franco, tem sua trajetória de seis décadas revista na monografia "Pensamento insubordinado".

Organizada pelo pesquisador espanhol Ángel Calvo Ulloa, a publicação é uma realização conjunta do Instituto TeArt e do Sistema Fecomércio Sesc Senac Goiás.

Com mais de 300 páginas e design de Celso Longo e Daniel Trench, o volume apresenta um ensaio biográfico de Charles Cosac e textos críticos de Andrea Giunta, Paulo Herkenhoff, Lucia Bertazzo e do próprio Ulloa. Destaca-se ainda a coordenação editorial assinada pelas experientes jornalistas e editoras Paula Alzugaray e Juliana Monachesi. A proposta da dupla entrelaça os ensaios e as obras catalogadas com documentos do arquivo do artista. São catálogos históricos, matérias de jornais, recortes de revistas, fotografias, registros de montagens, entre outros formatos.  

De forma inédita, o livro apresenta uma seleção da série “Césio”, realizada após o desastre radiológico em Goiânia, em 1987. O conjunto foi definido pela crítica Bélgica Rodríguez como a “Guernica brasileira”, em referência à obra de Picasso.

A monografia também alcança a produção recente do artista, impactada pelos ataques de 8 de janeiro de 2023 em Brasília. Siron dedicou uma série de pinturas ao episódio, que agora dialogam com sua crônica política iniciada nos subúrbios de Goiânia há 60 anos.

Still do livro ‘Pensamento insubordinado’

“O livro mostra um Siron Franco total. Não só o pintor influente desde os anos 1970, mas também aquele que, historicamente, se preocupa com tudo o que se passa à sua volta”
afirma Ulloa.

‘Habitante da megalópole’, 1979
‘Monumento às nações indígenas’, 1992

“A arte arrebatadora de Siron converge o debate de temas de alto impacto social em uma profunda reflexão do que o ser humano é capaz de ver e vivenciar. Ao estudar seus trabalhos somos convidados a uma verdadeira contemplação e estamos presentes neste projeto porque a inquietude de Siron em temas sociais é urgente.”, destaca o diretor regional do Sesc e Senac Goiás, Leopoldo Veiga Jardim